quarta-feira, 4 de junho de 2014

O que as gravadoras deviam ter feito com o avanço da tecnologia?

O nome "gravadoras não existe à toa. Algumas empresas desenvolveram a tecnologia de gravação de áudio e música, e se encontraram com a faca e o queijo nas mãos. Não existia outro jeito de gravar música, senão com eles. O que as gravadoras tinham era extremamente sedutor aos artistas, que passariam a ganhar por discos vendidos e não somente se apresentando ao vivo. As gravadoras tinham seus estúdios, seus produtores, seus engenheiros de áudio, e seus músicos. Eles fabricavam artistas. Parte da fórmula era a glamurização da imagem e a mistificação na personalidade deles. Estava criada a receita Hollywood. O filme Ray, que conta a história da vida de Ray Charles é um ótimo exemplo desse assunto.

O tempo foi passando, e o departamento de marketing foi ganhando força com a grande fabricação de sonhos e de nomes cada vez mais gigantes. O eterno poder de sedução que a tecnologia tem fez aparecer então os estúdios particulares. Estes pertenciam a donos apaixonados por áudio, música e tecnologia, e logo começaram a chamar a atenção de produtores, e das próprias gravadoras.

Surgia a terceirização dos estúdios na produção de vários discos. Curiosamente, nem todos os projetos eram mais gravados pelas gravadoras! Com a tecnologia acelerando o desenvolvimento dela própria, as gravadoras começaram a sentir o custo e a energia necessária para manter seus estúdios atualizados. Os departamentos de marketing e os gerenciamentos de catálogos (editoras), passaram a ser mais importantes e necessários dentro de uma gravadora, do que seus próprios estúdios, que lentamente foram sendo fechados. A gravadora se tornava um grande escritório, onde se contratavam artistas, produtores, músicos e também, estúdios. Os discos ainda eram sucesso. Vendiam muito. Lembre-se que não existia forma de duplicá-los em casa. Os ouvintes e compradores de discos já podiam, sim, gravar cassetes em casa... Mas era um processo relativamente lento e a qualidade deixava a desejar. Além de que o cassete tinha algumas inconveniências, como dificuldade para encontrar a música desejada, em cada local sua sonoridade era uma surpresa, e degradação nítida da qualidade do áudio em curto tempo de uso. Portanto, o produto que as gravadoras comercializavam, vendia cada vez mais. Ouvir discos era bacana. Presentear era um luxo. Ganhar de presente, uma delícia.

A tecnologia galopava, e surgiam os home studios. Estes demoraram um pouco para ter qualidade de "discos de verdade", mas criavam-se ali apaixonados por gravação e produção, até que o inevitável aconteceu... os estúdios pequenos começaram a roubar trabalhos de estúdios multimilionários. Estes começaram a fechar nos quatro cantos do planeta. Mas isso não afetava as gravadoras. Pelo contrário, elas pagavam cada vez menos para produzir um disco, e gastavam cada vez mais com o marketing pra deixar mais artistas famosos, muito famosos. Eles não percebiam que a tecnologia de gravação não só não mais lhes pertencia, mas também era descentralizada e avançava num ritmo assustador. Muitos acham que o problema surgiu quando o usuário caseiro passou a poder gravar ou duplicar CDs. Eu tenho outra opinião. 

O CD, que antes era um produto prático, bacana, portátil, tocável em qualquer lugar, passou a ser simplesmente inconveniente. Grande, raramente com mais de uma música boa, com aquelas caixinhas que viviam quebrando e o pior, quando a gente estava no carro, o CD que queríamos estava em casa, e vice-versa. 

Onde foi que as gravadoras erraram? Onde todo mundo erra quando se depara com uma crise. Afinal, uma crise não é nada mais, nada menos, do que uma mudança nos hábitos. Enquanto a maioria reclama que "as coisas não andam bem e não são mais como antes", o inteligente se beneficia da mudança. As gravadoras preferiram reclamar que os discos não vendiam mais "por causa da pirataria" em vez de aproveitar a tecnologia para criar o novo jeito de se comercializar música. Ninguém mais ouve CDs. Ouvimos arquivos. A TIM vende música. A Apple vende música. E as gravadoras tentam vender discos. E quando finalmente eles descobrirem que deveriam vender downloads, aqueles deixarão de existir. Pois muito em breve não precisaremos mais ter os arquivos conosco, como já é realidade em sites como o YouTube. 

O futuro próximo está nos provedores de conteúdo virtual e venda de acesso às obras. Eles contratarão artistas, lançarão músicas novas, clipes e farão nomes ficarem famosos. O CD pode estar no fim da vida, mas mercado não vai acabar e muita música vai ser gravada, mixada e masterizada. As gravadoras estão sendo reinventadas. Será que só elas não perceberam? Ou estão preparando uma grande surpresa para nós?


Holograma permite show de Michael Jackson no Billboard Music Awards.

A ideia era fazer surpresa, mas todo mundo já sabia o que ia rolar. O cantor Michael Jackson fez um show no Billboard Music Awards, como? Através de holograma.

A ação foi para promover o álbum póstumoXscape, com 12 faixas do Rei do Pop. O show digital foi com a música Slave to the Rhythm e deu mesmo a impressão de ser uma apresentação ao vivo. Algumas pessoas chegaram a se emocionar durante a performance.

A aparição de Michael Jackson foi cercada de polêmicas já que duas empresas americanas especializadas em hologramas brigavam na justiça acusando de uma estar roubando tecnologia da outra.

O álbum Xscape é formado por oito faixas inéditas, que estavam guardadas nos arquivos das gravadoras e foram atualizadas pelos produtores Timbaland e Stargate.

Veja a performance de Michael Jackson.


segunda-feira, 19 de maio de 2014

Um clipe todo feito de Gif´s



Qualquer pessoa que passa um tempinho a mais fuçando na internet já tem uma coleção de GIFs favoritos, não é mesmo? Você não precisa ter todos eles salvos no seu computador, eles já estão gravados na sua memória, como esse esse ou esse.


E foi assim que o grupo de música eletrônica Magic Machines elaborou o seu novo clipe. A música, batizada de Hey Mister,
é daquelas de balada, então não espere a batida surpreender você. A
graça mesmo está na escolha e combinação dos GIFs – Schwarzenneger, o
Panda nervosinho e Chuck Norris nunca acompanharam tão bem uma música!
Já Carlton Banks, personagem de “Um Maluco no Pedaço”, bem, ele sempre arrasa na pista mesmo.



quarta-feira, 14 de maio de 2014

IRON MAIDEN USA ESTATÍSTICAS DE DOWNLOADS ILEGAIS PARA ESCOLHER PAÍSES DE TURNÊ.


Diante das inúmeras discussões sobre os downloads ilegais na rede, a banda Britânica Iron Maiden, teve uma enorme sacada, ao invés de tentar combater e ir contra esse fenômeno, eles usaram ao seu favor, com um ponto de vista genial, eles contrataram uma empresa de analises de torrent, a companhia Musicmetric, a mesma ficou responsável por levantar os países que mais baixaram suas músicas, e com esses dados em mãos eles definiram quais os paises fariam parte da sua nova turnê.
A América do Sul foi o continente que teve o maior número de downloads, o Brasil ficou entre os países que mais fizeram o download das músicas da banda, incluindo a Venezuela, Colômbia e Chile.
Muitos artistas diriam "estamos sendo pirateados aqui, vamos fazer alguma coisa a respeito" ou "somos populares aqui vamos fazer um show". disse Gregory Mead, CEO e co-fundados da Musicmetric, em entrevista ao Boing Boing.
Isso deixa bem claro o poder da rede, e que devemos procurar usa-la ao nosso favor, porque tentar ir contra a inovação e aos fenômenos que surgem a todo momento é praticamente em vão.

Johnson’s transforma dados das ultrassonografias de bebês em sinfonia

Todo exame de ultrassom em bebês revela diversas medidas, como
tamanho, peso, diâmetro da cabeça, comprimento do fêmur, entre outras,
captando também os batimentos cardíacos.


Com a ajuda do matemático Paulo Bedaque e do maestro Jarbas Agnelli, a Johnson’s transformou todas essas informações em notas musicais, com o desafio de – sem alterá-las – gerar uma melodia harmoniosa.


Intitulada “A Sinfonia da Vida”, a campanha rendeu 140
partituras no total, apresentadas por uma orquestra de 30 músicos e um
coral de 10 cantores para as futuras mães.



segunda-feira, 17 de março de 2014

Realmente com o início da tecnologia o mundo musical ficou de certo modo bem mais fácil. Com essas novas técnicas praticamente nada é impossível. Recententemente a cantora húngara Boggie lançou um clip bem diferente(Confira o vídeo abaixo).



O vídeo acompanha uma transformação dela, como se fosse um photoshop. Ela começa com aparência natural: pouca maquiagem e cabelo solto… No decorrer do clipe, Boggie recebe diversos ajustes que vão desde a cor da pele e maquiagem até a modificação da cor e tamanho dos olhos! A letra da música, “Nouveau Parfum“, além de citar o nome de diversas marcas famosas como Prada, Chanel, Giorgio Armani, Kenzo, Burberry e Valentino, fala sobre ela não querendo ser tratada como um produto.

Essa nova tecnologia com certeza deu uma grande ajuda na popularidade da cantora. Mas nem tudo são flores,hoje em dia por exemplo, existem tecnologias que para nós simples usuários é uma maravilha, mas para os músicos é uma verdadeira dor de cabeça. Vamos para um exemplo bem simples, o uso da internet nos possibilita fazer quantos downloads quisermos,e além disso,podemos compartilhar com uma infinidade de pessoas. Com essa facilidade e comodidade,não precisamos sair de casa para comprar um CD,ou falando de uma maneira bem mais exemplar,não precisamos mais gastar dinheiro com um CD. Isso prejudica diretamente o profissional da musica,pois o mesmo não ganha absolutamente nada com isso. Alguns entraram na onda dessas facilidades,e resolveram disponibilizar suas musicas na grande rede,cobrando um valor x para que possamos desfrutar desse trabalho,mas mesmo assim,não conseguem bater de frente com a pirataria.

Como vocês podem ver,essas novas tecnologias levantam vários prós e contras,então,o que nos resta é aproveitar os pontos positivos, e tentar ao máximo tirar os negativos.

domingo, 16 de março de 2014

Gilberto Gil fala sobre Internet x música

O ministro da Cultura, Gilberto Gil é hoje um dos maiores entusiastas das novas tecnologias, e um dos endossadores no Brasil da Creative Commons, site de compartilhamento livre de produtos culturais, autorizados pelos próprios autores

"Não quero ser agente de freio do desenvolvomento." diz o ministro

veja uma entrevista com o Ministro da Cultura, Gilberto Gil, onde ele fala um pouco sobre o assunto.